terça-feira, 21 de setembro de 2010

Poemas e poesias.

Bom dia, galera!
Tudo bom com vocês!


Lembram do poema que escrevi para a nossa apresentação na festa da escola?
Então... Resolvi colocá-lo aqui também! =)



Ó Grande Cabo
Ó que grande e triste dia em Portugal!
Há lágrimas nos rostos de mães, mulheres e filhas.
Há homens bravos e corajosos.

Partirá daqui uma grande frota
com caravelas, naus e barcos.

Poderão voltar heróis.
Poderá voltar nada.

Diga logo teu adeus!
Suba nesta nau
e esqueça!
De agora em diante,
viverá outras tristezas.

Ó que longa e temerosa viagem!
São tantas histórias,
causos, fatos e boatos.
São tantas batalhas,
falhas, mortes e tempestades.

Só no embalo do navio,
desmaios, enjôos, doenças
levam ao mar
exploradores e suas fraquezas.

Eis que chega, então, o grande tormento!
Aquele que é, sem dúvida, o maior medo!

Um cabo e duas águas.
Um encontro, diversos combates.

A derrota está certa.

As revoltas águas do oceano
se misturam entre o verde e o azul
dando vida a um monstro nervoso,
faminto e vil.

Neste Cabo cheio de lendas:
dragões, deuses e mortes.
Via-se o fim do sonho da frota.

Eis que surge, então, um português!
Com sua esperteza lusitana,
o cabelo penteado
e o sotaque todo enrolado.

Diz em alto e bom som:
“Capturemos um nativo destas terras.
Este sim saberá
como os mares, as tormentas e a serpente derrotar.”

E assim foi feito.
Daquele povo, roubaram tudo:
seu corpo e conhecimento,
sua sabedoria, seus olhos, seu cheiro.

O Cabo das Tormentas foi deflorado.
Ou, segundo os portugueses, meramente derrotado.

A serpente não se viu mais
e o encontro daquelas águas virou fichinha,
caro rapaz!

Diante da nova realidade,
portugueses tomaram para si a conquista daquela parte.

A Portugal, uma nova posse.
A Bartolomeu Dias,
Toda honra e toda glória,
virou um homem da história.

Ó que grande e triste dia em Portugal!
Há lágrimas nos rostos de mães, mulheres e filhas.
Há homens cansados e vitoriosos.

Dos homens que não retornaram,
nada mais se ouviu.
E o Cabo das Tormentas assim sumiu.
Cabo da Boa Esperança o nomearam,
esperando que assim,
novas e boas viagens prosperassem.

Ó que bela,
ó que triste,
ó que grande história.


Escrito por: Ana Beatriz de Medeiros Pereira
Em junho de 2010 para a Festa da Aplicação.

4 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Pro achei a poesia super linda na hora da festa mesmo eu dando do seu lado não consegui ouvir nada

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  3. Fico muito feliz que você tenha gostado! Ela foi escrita com muito carinho e dedicação, Ju!

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